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O que é Hemiplegia? E quais as suas principais causas.

A hemiplegia é um tipo de condição que poucas pessoas conhecem, e que pouco se fala sobre, principalmente sobre as causas, e os tratamentos que podem ser direcionados para essa condição.

Normalmente existem tratamentos bem direcionados e que são úteis no cuidado da hemiplegia, e conhecer sobre é também saber sobre como obter o retorno ideal de solução da condição em si.

hemiplegia

Vou trazer a seguir todos os detalhes sobre hemiplegia que você precisa conhecer e que fazem parte dessa condição, tendo principal atenção com relação aos cuidados que são indicados nessas condições.

O que é hemiplegia?

A hemiplegia é um tipo de paralisia cerebral que acomete a metade do cérebro o que implica na redução ou limitação de movimentos de um lado corpo o que necessita de uma intervenção profissional.

Esses tratamentos devem ser feitos a fim de que tragam parte do movimento e evitem complicações maiores em decorrência da condição em si, que exige uma atenção por parte de profissionais qualificados.

Entender as causas é também uma forma de conseguir indicar os melhores tratamentos, tendo em vista que é uma intervenção necessária para o retorno das condições de vida, melhorando os movimentos.

Principais causas

Existem condições que favorecem esse tipo de paralisia cerebral e que inclusive podem direcionar alguns dos tratamentos, que podem diferenciar a partir do que de fato causou esse tipo de condição.

Algumas dessas condições podem ser evitadas, enquanto outras não conseguem ser prevenidas, como é o caso das congênitas ou de complicações na gravidez, que dificilmente conseguem ser previstas.

A seguir vou trazer quais são as principais causas da hemiplegia, e o motivo de serem tão perigosas a ponto de paralisarem um lado do cérebro, o que implica na limitação do movimento de uma parte do corpo.

AVC

O AVC é uma das causas mais comuns em quem apresenta hemiplegia, já que é uma condição que traz complicações em decorrência da obstrução da circulação de sangue no cérebro.

Um AVC pode acontecer devido a embolia, aterosclerose, hipertensão, ou mesmo por algum tipo de condição que leve a esse tipo de acidente, que traz sérios prejuízos para a saúde do indivíduo.

Em alguns dos casos se consegue ter uma grande evolução em termos de movimentos, mas não é possível retornar ao que era antes, de maneira que muitos nem mesmo consigam o mínimo de amplitude no movimento.

Traumas

Traumas

Alguns traumas ou pancadas na região da cabeça pode fazer pequenas lesões no cérebro, devido ao choque, e essa pode ser também uma causa da hemiplegia.

Nesse contexto a prevenção é a melhor solução, já que em estados mais avançados somente os tratamentos paliativos são possíveis, a fim de que seja possível retornar alguma parte do movimento.

O mais importante é conseguir devolver parte da autonomia em movimentos para a pessoa que teve um prejuízo que pode impactar diretamente na sua vida como um todo, principalmente em termos produtivos e de trabalho que passa a ser algo incerto.

Doenças e infecções

Algumas doenças e infecções também podem ser responsáveis por causar hemiplegia, como por exemplo a meningite, que atinge diretamente a parte cerebral, causando inflamações e outros prejuízos como a hemiplegia.

Para essas doenças é mais recomendado é fazer o trabalho de prevenção com vacinas e evitar exposição aos agentes que podem causar tais condições, e que tragam o risco da hemiplegia.

De uma maneira geral, o mais importante é focar no tratamento que na causa, já que essa pode ser mais difícil de se identificar, sendo algo mais complexo e que não dá nenhuma pista para o tratamento.

Características

A hemiplegia se caracteriza por uma perda de movimento progressiva, causando primeiro um enrijecimento em um lado da face, por exemplo, e depois chegando à limitação do movimento de fato.

Pelo fato de ser algo progressivo muitas vezes passa despercebido, o que dificulta geralmente a intervenção, a não ser que já exista uma rotina de prevenção e de exames constantes.

Primeiramente é possível perceber a boca torta assim como dificuldade para abrir ou fechar um dos olhos.

Outra característica é a dificuldade de movimentar os braços ou pernas de um lado específico.

No entanto a depender do lado do cérebro afetado, além de indicar qual o lado mais afetado, pode também apresentar alguns comportamentos e indicadores que podem ser sinais de onde se encontra a lesão ou obstrução.

Hemiplegia do lado direito do cérebro

A hemiplegia quando afeta o lado direito do cérebro apresenta algumas características específicas, além das gerais que foram trazidas anteriormente.

Quando o lado direto do cérebro é lesionado, o lado esquerdo do corpo é quem sofre a limitação dos movimentos e os sinais antes descritos.

Além disso pode haver dificuldades para se orientar e reconhecer o ambiente, além de negligenciar os cuidados com o lado do corpo afetado.

Outro fator a se destacar é a dificuldade com números e contas simples, já que o lado direito do cérebro é o responsável por essas informações.

Hemiplegia do lado esquerdo do cérebro

Para além das dificuldades de movimento do lado direito do corpo, que é o afetado, quando o lado esquerdo do cérebro é afetado pode gerar dificuldade nos reconhecimentos de símbolos simples como o de mais e menos.

Pode também ocorrer de ter dificuldade de reconhecer o lado esquerdo e direito, não conseguindo diferenciar em si mesmo e em outras pessoas.

Esquecer de coisas simples que ia fazer também é algo bastante comum em pessoas que possuem esse tipo de intercorrência, assim como planejar e executar tarefas é um desafio.

Vale lembrar que um desses sinais isolados não podem necessariamente configurar uma hemiplegia, necessitando os outros sintomas e sinais para que se tenha a certeza dessa condição.

Tratamentos

Os tratamentos para hemiplegia se dividem de acordo com o grau da limitação de movimento e também com relação ao que é possível no momento, o que pode devolver parte da autonomia.

Retornar à condição anterior é impossível, e sempre se tem algum tipo de sequela, que pode se apresentar de uma maneira sutil.

Terapia funcional

A terapia funcional é algo que integra a terapia ocupacional e fisioterapia em conjunto, a fim de conseguir trabalhar com a prevenção e tratamento de algumas das condições causadas pela hemiplegia.

Assim são pensadas em atividades que possam ajudar a retomar o pouco do movimento que é possível, ao mesmo tempo em que se evita que o aumento progressivo seja possível e ofereça os riscos de agravamento do quadro.

Um tratamento efetivo é praticamente impossível, e por conta disso é preciso trabalhar com alternativas que evitem a paralisia mais aguda, em que os movimentos são totalmente limitados.

Fisioterapia

Fisioterapia

A fisioterapia isoladamente é uma excelente ferramenta para retomar o movimento gradualmente, a fim de que a pessoa possa recuperar a sua independência para tarefas simples e que só dependem de seu esforço.

O trabalho de fisioterapia é muito importante e também é fundamental para que parte da rotina da pessoa não seja impactada tão diretamente, tendo uma função também paliativa, que não traz garantias.

Pensando em uma intervenção que pode fazer a diferença é a fisioterapia que pode trazer o tipo de resposta que pode ser positiva dentro das possibilidades de tratamento que a hemiplegia permite.

Hidroterapia

Tendo em vista os tratamentos para retomar parte do movimento, a hidroterapia muitas vezes é uma alternativa muito interessante, que costuma gerar mais estímulos aos músculos, fazendo com que trabalhem mais.

Os casos de hemiplegia exigem um estímulo constante de musculatura e nervos que foram afetados, e ter a hidroterapia combinada com outras terapias é uma maneira muito eficaz e os resultados tendem a ser bastante positivos.

É a forma mais indicada para conseguir tratar sem intervenções diretas que tendem a ser muito arriscadas e podem até mesmo trazer sequelas mais graves caso não seja um processo bem conduzido.

Cirurgias

Cirurgias

As cirurgias são indicadas em último caso, principalmente pelo fato de serem mais arriscadas, já que envolvem uma intervenção diretamente no cérebro, o que pode trazer alguns riscos de fato.

Elas são normalmente indicadas para remover coágulos que podem estar causando e agravando a hemiplegia, e quando todos os outros tratamentos não costumam dar resultados expressivos.

Mesmo sendo uma intervenção direta, não é um tratamento eficaz e que resolve o problema, mas pode trazer maior mobilidade e até mesmo aderência ao tratamento que já vem sendo realizado.

A hemiplegia se caracteriza pela paralisação ou limitação parcial de um lado do corpo, o que é gerado por condições que afetam o cérebro, como um AVC ou trombose, além de outras causas que podem chegar a este ponto de fato.

Os tratamentos indicados não conseguem trazer de volta o movimento 100% como era, mas conseguem recuperar até 90% a partir de terapia funcional, fisioterapia e hidroterapia, que tem como função principal estimular músculos e nervos afetados.

As cirurgias são indicadas somente em casos mais graves, onde uma área maior do cérebro foi afetada, e quando se é possível reverter parte do quadro para que se consiga ter melhores resultados com os outros tratamentos quando feitos.