|
No Brasil é reconhecida pelo
Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional
(COFFITO), através da resolução 220 de 2001 como
especialidade profissional da fisioterapia.
Osteopatia é um
tratamento surgido nos EUA, cujo criador foi o Dr. Andrew
Taylor Still 1828-1917, que apresentou os princípios desta
terapia natural.
É um sistema de avaliação e tratamento, com metodologia e
filosofia própria, que visa restabelecer a função das estruturas
e sistemas corporais, agindo através da intervenção manual sobre
os tecidos (articulações, músculos, fáscias, ligamentos,
cápsulas, vísceras, tecido nervoso, vascular e linfático). A
osteopatia está baseada na anatomia, na fisiologia e semiologia.
Uma anormalidade na estrutura do nosso corpo pode levar a
uma disfunção que tanto se pode manifestar localmente como
distante da estrutura lesada. Qualquer perda da mobilidade
natural das articulações, ligamentos, músculos ou mesmo das
vísceras, pode provocar profundos desequilíbrios no estado de
saúde. Um traumatismo físico ou emocional, mesmo insignificante
e não percebido, pode, a curto, médio, ou longo prazo
desencadear um desequilíbrio no organismo, o qual provocará
alterações funcionais significativas e muitas vezes sem
causa aparente.
A Osteopatia é
recomendada e incentivada pela OMS (Organização Mundial de
Saúde) como prática de saúde. Apesar da osteopatia enxergar o
corpo como um todo e acreditar que é justamente esta visão que a
caracteriza além de ser fundamental na recuperação dos
pacientes, podemos dividi-la em 3 grupos:
Osteopatia Estrutural
Está relacionada às disfunções do
sistema músculo-esquelético e tem como principal foco de
trabalho as dores do corpo. Atua desta forma principalmente nos
tecidos: ligamentar, muscular, tendíneo, articular, nervoso e
fascial. Para atuar sobre os tecidos que estejam em disfunção
(com restrição de sua mobilidade) pode valer-se de um grande
número de técnicas com repercussões distintas sobre cada tecido:
stretching (muscular); Pompages (ligamentar
e vascular); miotensiva (muscular); articulatória
(ligamentar e muscular); inibição (muscular);
thrust (ligamentar, muscular, capsular e
vascular); pontos gatilho (muscular); técnicas funcionais
(fáscias) e técnicas neuromusculares (muscular, vascular e
fascial).
Osteopatia Craniana
Relaciona-se principalmente com o
sistema Neurovegetativo, nervos cranianos e o livre trânsito de
informações neurológicas por toda a extensão da coluna vertebral
(o que chamamos de eixo central), até o sistema nervoso central
(cérebro, tronco cerebral e cerebelo). Todos os sistemas
reguladores do corpo dependem desta integridade de informações.
Os principais focos a serem tratados são: o sacro (pela relação
com a duramáter - mecanismo crânio-sacro), as fáscias presentes
na base do crânio, a saída dos pares cranianos pelos forames
cranianos e as aderências medulares. Basicamente são utilizadas
as técnicas funcionais que, apesar de suaves, produzem efeitos
importantes como demonstra a pesquisa realizada pelo médico e
osteopata russo Dr. Yuri Moskalenko que conseguiu quantificar
por meio de barorrecepetores intracranianos em pacientes com
trauma crânio-encefálico, a diminuição da pressão intracraniana
após os procedimentos osteopáticos. Tem como principais
indicações os seguintes sintomas: cefaléias e enxaquecas;
distúrbios visuais e auditivos; disfunções da articulação
temporo-mandibular; distúrbios de deglutição; alterações
digestivas (pela inervação do nervo vago); alterações
vestibulares; alergias; rinites e sinusites; otites; dores
crônicas.
Osteopatia Visceral
Está voltada para o bom funcionamento
sistêmico do corpo, ou seja, lida com as relações entre as
vísceras, sistema nervoso central e o sistema estrutural. Tem
como principal foco de tratamento as alterações viscerais e
sistêmicas. As técnicas podem ser realizadas diretamente sobre
as vísceras, fáscias que as sustentam e/ou reflexamente através
da estimulação e normalização dos centros simpáticos e
parassimpáticos. Na visão osteopática essas alterações viscerais
podem ter origem simpática, parassimpática, hormonal, restrição
tecidual e diminuição do líquido seroso presente na cavidade
abdominal. Os principais efeitos da manipulação visceral são:
eliminação do espasmo reflexo da musculatura lisa do trato
visceral; estiramento das fáscias com o fim de liberar as
aderências e dar elasticidade e liberdade de movimento; aumento
da vascularização local, suprimindo o angioespasmo; supressão do
arco reflexo nociceptivo, Neurovegetativo local que agrava ou
mantém a facilitação medular. Os principais sintomas com
indicação de tratamento por osteopatia são: hérnia de hiato;
ptoses viscerais; asma brônquica; pneumonia; constipação
intestinal; distúrbios hepatobiliares; alterações cardíacas;
distúrbios renais; alterações do ciclo menstrual; síndrome
pré-menstrual; alterações hormonais; queda da imunidade;
patologias sistêmicas de origem visceral.
Para corrigir as lesões
mecânicas o osteopata aplica manipulações terapêuticas
que devem ser suaves e controladas. Estas manipulações podem ser
dirigidas no sentido das articulações, músculos ou fáscias, ou
serem orientadas para a circulação, drenagem linfática e
restabelecimento dos impulsos nervosos. |